Tarifa branca já está disponível para residências e pequenos comércios

A distribuidora terá 30 dias após o pedido para retornar o consumidor ao sistema convencional.

Os consumidores de energia de residências e pequenos comércios já podem aderir à opção pela tarifa branca, que é quando o consumidor passa a ter possibilidade de pagar valores diferentes em função da hora e do dia da semana.

É importante destacar que a modalidade não se aplica a consumidores residenciais classificados como baixa renda, beneficiários de descontos previstos em Lei, e à iluminação pública.

Aprovada em 2016, a aplicação da tarifa seguiu um cronograma de preferência, de modo a priorizar as solicitações com as seguintes características:

 

    • 1º de janeiro de 2018, para novas ligações e para unidades consumidoras com média anual de consumo mensal superior a 500 KWh/mês;
    • 1º de janeiro de 2019 para unidades consumidoras com média anual de consumo mensal superior a 250 KWh/mês; e,
    • 1º de janeiro de 2020 para todas as unidades consumidoras.

 

 

Entenda

 

Com a tarifa branca, o consumidor passa a ter a possibilidade de pagar valores diferentes em função da hora e do dia da semana em que consome a energia elétrica.

Se o consumidor adotar hábitos que priorizam ou usam a energia nos períodos de menor demanda (manhã, início da tarde e madrugada, por exemplo), uma opção de tarifa branca oferece a oportunidade de reduzir o valor pago pela energia consumida.

Nos dias úteis, uma tarifa branca tem três valores: ponta, intermediário e fora de ponta.

Esses períodos são definidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e são diferentes para cada distribuidora.

Sábados, domingos e feriados contam com tarifa de ponta nas 24 horas do dia. 

É muito importante que o consumidor, antes de optar pela tarifa branca, conheça seu perfil de consumo. Quanto mais o consumidor deslocar seu consumo por um período de ponta, maiores são os benefícios desta modalidade. No entanto, uma tarifa branca não é recomendada se o consumo for maior nos períodos de ponta e intermediário e não houver possibilidade de transferência do uso dessa energia elétrica para períodos de ponta. Nessas situações, o valor da fatura pode subir. Por isso, é bom ter atenção ao solicitar uma mudança.

Da mesma forma que é possível aderir, se o consumidor não perceber uma vantagem, ele poderá solicitar sua volta ao sistema anterior (tarifa convencional).

A distribuidora terá 30 dias após o pedido de retorno ou consumidor ao sistema convencional.

Caso queira participar de um novo modo de tarifa branca, há um período de carência de 180 dias.

Para ter certeza de seu perfil, o consumidor deve comparar suas contas com o aplicativo das duas tarifas.

Isso é possível por meio de simulação com base nos hábitos de consumo e equipamentos.

Para aderir à tarifa branca, os consumidores precisam formalizar sua opção junto à distribuidora.

Quem não optou por essa modalidade continua sendo faturado pelo sistema atual.

Antes da criação da tarifa branca, havia apenas uma tarifa convencional, com um valor único (em R $ / kWh) cobrado pela energia consumida em todos os dias e horas.

Uma nova modalidade cria condições que incentivam alguns consumidores a deslocarem ou consumirem os efeitos de queda de ponta para aqueles em que a rede de distribuição de energia elétrica tem capacidade ociosa.

Mais informações sobre tarifa branca podem ser consultadas em http://www.aneel.gov.br/tarifa-branca

 

 

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