Primeira vacina contra Covid-19 será registrada pela Rússia

Rússia está prometendo para o próximo dia 12, quarta-feira, o registro oficial da primeira vacina do mundo contra a Covid-19, a doença provada pelo novo coronavírus. Junto com o registro, o país anuncia também a última fase de testes do imunizante, que será aplicado em 1.600 pessoas. Autoridades de saúde do país afirmam que a vacinação em massa dos russos vai começar em outubro.

A vacina foi desenvolvida pelo Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaley, em parceria com o Ministério da Defesa, e financiada por um fundo soberano russo. O chefe desse fundo, Kirill Dmitriev, informou a um canal de TV do país que vários países, inclusive o Brasil, demonstraram interesse em produzir a vacina.

“Nossos parceiros estrangeiros expressam grande interesse em produzir essa vacina em seus países. Há um grande interesse do Brasil, da Índia, de muitos outros países que estão ansiosos pela vacina da Rússia, a primeira vacina do mundo ”, disse Dmitriev.

Organização Mundial de Saúde (OMS) e infectologistas de todo mundo fazem ressalvas sobre a vacina, uma vez que ela não foi ainda testada em um grande número de pessoas para confirmar tanto sua eficácia quanto segurança. As autoridades de saúde russa alegam, entretanto, que ela foi desenvolvida rapidamente é baseada em uma vacina modificada, que é usada para diferentes doenças, o que não é incomum.

Essa fase 3, de testagem em grande escala, será feita agora, com 1.600 pessoas, conforme informações do vice-ministro da Saúde da Rússia, Oleg Gridnev. Já o ministro da Saúde, Mikhail Murashko, reafirmou a disposição do governo em iniciar a vacinação em massa em outubro. Os primeiros a serem vacinados serão os profissionais de saúde, como médicos e enfermeiros, e de segurança.

Outras vacinas

Existem cerca de 20 projetos de pesquisa de vacinas contra a Covid-19 pelo mundo que já estão na última fase de testagem em larga escala em seres humanos. É o caso do imunizante em desenvolvimento pela Universidade de Oxford e pela chinesa Sinovac.

Ambas estão sendo testadas em voluntários brasileiros, com expectativa de estejam prontas para serem aplicadas a partir de dezembro, aqui no Brasil e em outros países.

 

 

 

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