Ídolos corintianos divergem sobre VAR na final da Copa do Brasil

Dois ídolos do time alvinegro, Dinei e Dida se encontram na Arena Corinthians Dois ídolos do time alvinegro, Dinei e Dida se encontram na Arena Corinthians André Avelar/R7

Ídolos corintianos divergiram sobre a arbitragem e o uso do VAR durante a final da Copa do Brasil entre o time paulista e o Cruzeiro, nesta quarta-feira (17), em Itaquera. A decisão fo vencida pelo clube celeste por 2 a 1 – a equipe mineira havia ganho o primeiro jogo, em Belo Horizonte, por 1 a 0.

O árbitro Wagner do Nascimento Magalhães solicitou a ajuda do recurso tecnológico em dois lances capitais da partida: na marcação de um pênalti para o Corinthians (convertido pelo meia Jadson), quando o Cruzeiro estava na frente por 1 a 0, e na impugnação do gol de Pedrinho, que resultaria na virada da equipe paulista. Ambas as jogadas ocorreram na segunda etapa.

VAR marca pênalti e anula gol do Corinthians na Copa do Brasil

Durante a partida, houve muita reclamação de ambos os lados. A arbitragem foi questionada por mudar a avaliação tanto na marcação da falta do meia Thiago Neves sobre Ralf dentro da área do Cruzeiro quanto em uma falta do ataque corintiano sobre o zagueiro Dedé que tirou a validade do segundo gol corintiano.

"O VAR ajuda e atrapalha também. A gente não pode reclamar de nada, porque ajudou no pênalti e atrapalhou no gol do Pedrinho. Faz parte. A gente tem que se acostumar com isso", comentou o ex-meia Edílson Capetinha na saída dos camarotes da Arena Corinthians, cercado por torcedores.

Num jogo com duas decisões pelo VAR, o Cruzeiro arrebata o seu bi

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Já o ex-goleiro Dida, campeão por Cruzeiro e Corinthians, destacou que não teria condições de avaliar as decisões do árbitro sem rever o lance pelas imagens de televisão.

"Eu não vi o replay. É difícil falar. Mas o VAR é importante porque ajuda o árbitro. Toda tecnologia vem para somar e ajudar o futebol", ponderou o ex-jogador, que começou no Vitória e passou também por Milan, Portuguesa, Internacional, além da seleção brasileira.

Já o irreverente Dinei, campeão brasileiro pelo Corinthians em 1990 e 1999, foi incisivo em criticar as mudanças de opinião da arbitragem na final da Copa do Brasil. "Pra mim, esse VAR não dá", cravou o ídolo.

Pedrinho chateado

Autor do gol polêmico anulado por Wagner do Nascimento Magalhães, o jovem meia Pedrinho tinha uma visão diferente. Para ele, a arbitragem errou em invalidar o gol que representaria a virada do time corintiano na decisão.

"Foi um momento frustrante. Nenhum jogador quer passar por isso. Ainda mais podendo rever o vídeo. Achei que ele (árbitro) não deveria ter dado a falta, pela forma como aconteceu. No momento da finalização, o Dedá acompanha e, no momento que faço o gol, ele desaba. É triste, mas temos que levantar a cabeça", lamentou a jovem estrela corintiana.

Pedrinho revelou que a frustração pelo gol anulado afetou o desempenho do time no restante do segundo tempo. "Querendo ou não, a gente sabe que abala um pouco. A cabeça não é mais a mesma. A gente tenta manter o foco. Mas, desanimou um pouco", complementou. o jogador.

Andrés reclama da arbitragem

O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, reclamou da postura do árbitro Wagner do Nascimento Magalhães por, na visão dele, ter utilizado o VAR de forma equivocada. Para o dirigente, as orientações da CBF sobre o VAR não foram cumpridas nas jogadas capitais da partida.

"Nos dois lances, muita gente está falando que foi, muita gente falando que não foi. Se tem o VAR para falar em interpretação, não é para tê-lo. O VAR é para jogadas específicas, sem interpretação", afirmou Andrés em entrevista coletiva após o jogo.

De acordo com a determinação da Fifa, a tecnologia de vídeo pode ser utilizada no futebol em quatro situações: confirmação de gol, marcação de pênalti, faltas passíveis de expulsão e identificação de jogador.

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