29Abril2017

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Bombinhas Litoral Norte de Santa Catarina tem a pior temporada de verão em 20 anos

Litoral Norte de Santa Catarina tem a pior temporada de verão em 20 anos

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De acordo com o presidente da Aemb (Associação Empresarial de Bombinhas), Claudio Sousa, a variação cambial aliada à crise nacional e a falta de água no município, afetou diretamente a alta temporada.

O efeito cadeia atingiu todos os setores ligados ao turismo. Na hospedagem, até o momento a taxa ocupacional atingiu 29%. A média ideal é 85% de ocupação. Também foi observado nesse ano que a permanência dos visitantes ficou em 4 a 5 dias, ao contrário de anos anteriores quando chegava a 10 dias.

“Não podemos ficar analisando 2015, até porque foi um ano atípico para região. Naquela época tudo estava a favor, desde a taxa de câmbio, principal fator que impulsionou a vida dos estrangeiros. Mas, nesse verão a reclamação é generalizada porque foi menor a presença de argentinos e tivemos a imagem do município afetada pelos problemas da falta de água”, explica.

A última esperança é mesmo o carnaval. Os hotéis já fecharam alguns pacotes na semana passada, o que tem animado os empresários do setor. Para Souza, no entando, um bom feriado não resolverá o problema da região. “Muita gente investiu, ampliou o número de vagas nos hotéis, fizeram melhorias porque esperavam uma boa temporada. Existiu a consciência que não seria como 2015, mas não imaginavam que teria esse péssimo resultado”, salienta.

Menos visitantes na Ilha de Porto Belo

Nem mesmo a Ilha de Porto Belo, um dos lugares mais bonitos do Estado, manteve o fluxo de turistas. ““Não foi totalmente drástica, mais quando lembramos do ano passado sabemos que os resultados agora estão abaixo do esperado.Devemos isso também ao fator climático, através dele conseguimos obter bons resultados”, disse o diretor do empreendimento, Alexandre Stodieck.

A expectativa do empresário é chegar a março com 95 mil visitantes. Na temporada passada foram recebidos 107 mil pessoas. A partir do carnaval já são esperados os idosos, que compõem um público importante na ilha. A capacidade é para 1800 pessoas por dia, mas a média tem chegado a 1300. O maior volume de visitantes é argentino, uruguaio e paraguaio. Apenas 15% é do Brasil.

 

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